12 de março de 2016

Se prometer vai ter que cumprir

No último Natal fizemos uma brincadeira diferente: cada um de nós escreveu num cartão uma ou mais coisas que se dispunha a fazer durante o ano de 2016. Esses cartões foram devidamente envelopados e guardados num vidro, junto com todos os apetrechos de Natal. Veremos dia 25 de dezembro, quem conseguiu cumprir  a meta estipulada por cada quem.

12 de fevereiro de 2016

Colorindo


Em maio de 2015 minha querida vizinha de Palmas me ofereceu uma promoção de livros de colorir que, a seu ver, era imperdível : dois livros pelo preço de um.  O macete da oferta era que, pra comprar nesse preço, tinha que fechar um pacote com três jogos de livros. Disse a ela que não tinha interesse mas perguntaria pra filha caçula se ela se interessava, e sugeri oferecer pra alguém na faculdade. Jamais tive habilidade pra desenho, pintura e esses pararás, por isso agradeci e não aceitei. Não tinha intenção de gastar uma grana com lápis e tintas e gizes e canetinhas se não saberia como usá-los. Mas...lembrei que havia comprado no Panamá (não sei por quê) um conjunto com 68 canetinhas gel, caixas de lápis comuns e aquareláveis, giz pastel oleoso, pincéis...
Peraí!!! eu já tinha o que era mais caro, por que então não comprar os livros? Comprei. Foi a melhor coisa que fiz nos últimos tempos. Apesar de gostar demais de fazer artesanato, de costurar, colorir foi uma grata surpresa. É uma atividade tranquila que provoca minha criatividade. No embalo dos coloridos, comprei mais alguns livros e mais alguns lápis, estes trazidos de outra viagem ao Panamá. Ganhei no meu aniversário presentes relacionados a essa atividade  e no Natal também. Tô bem servida de materiais, o que não quer dizer que recusaria mais alguns apetrechos, hihihi. Tenho uma irmã que pinta e faz trabalhos manuais divinamente, minha filha caçula costura e pinta mandalas em vidro.  A segunda se aventura na bricolagem e faz artesanato variado. A mais velha tem um dom incrível pra escrita. Descobri que também sou artista. E tô gostando disso.

Tania


Quando cheguei em Palmas, ao conhecer a casa alugada pelo marido, conheci a vizinha. Poderia ser minha filha, já que mais jovem que a minha caçula. Sintonia total. Uma menina batalhadora, trabalhadora, gentil, e corinthiana, o que ajudou muito no entrosamento. Seus pais moram no Mato Grosso, o que faz dela órfã de carinho familiar. De uma gentileza e companheirismo incríveis, amiga, filha, mãe. Com nossas casas sem campainha, um grito avisava a outra da chegada pra um café, um favor, um "help". E foram muitos. Ela precisava de companhia pra fazer "um monte de coisas" no centro, eu ia . Eu precisava, ela me levava, e um café gelado fechava a tarde com chave de ouro. E agora estou perdida com essa separação. Volto pra Bela Vista, feliz e triste. Se pudesse, levaria essa menina comigo. Que Deus a abençoe e lhe dê forças pra aguentar a batalha que vem pela frente. Tania, conte comigo sempre. Te amo.

23 de dezembro de 2014

Coisas que se perdem

Sempre gostei de escrever. Desde pequena escrevia muito, e jogava fora tudo o que escrevia pra que ninguém lesse. Quando criei o outro blog, escrevia com a alma. As frases surgiam com uma rapidez estressante. Algumas cheguei a perder no turbilhão dos pensamentos.
Continuo tendo tanta necessidade de escrever...mas não consigo. Simplesmente não consigo. Muitas vezes acordo à noite com textos quase prontos e ao me levantar, tudo se perde.
Talvez essa seja mais uma das tantas coisas que já fiz um dia e, de repente, parei.

7 de outubro de 2014

Recado pra Cris

Tô em Bela Vista. E tá difícil Bela Vista sem você. Tô com raiva de mim, por sentir tanto sua falta aqui. Tô com raiva de você que me abandonou. Tô com raiva do Universo que coloca as pessoas na vida da gente e depois as tira, como se isso fosse uma brincadeira.
Esta cidade feia tem outras pessoas lindas que gostam de mim, mas só a madrinha e você me conhecem bem, e só com você posso abrir o coração e desnudar a alma.
Como viver aqui sem a delicadeza da Maria Antônia olhando pra mim e dizendo que tô bonita? Como não ouvir mais a Mariazinha falando: - Oi Lô! A única pessoa que me chama assim é ela. Nunca mais vou chegar na sua casa sem saber se você tá atacada ou não. Onde vou ouvir outra risada exagerada e gostosa como a sua? Realmente, nada tenho a comemorar desta vez. Subir a rua e saber que vocês não estão mais naquela casa não tem graça nenhuma.
Uma pessoa mais positiva pensaria: mas foram tão bons esses anos de amizade de vocês!
Desculpe, mas hoje não consigo ser positiva. Só consigo pensar: e daqui pra frente sem você, como será?
O único alento que tenho é saber que vocês estão mais felizes aí. Isso há de compensar a ausência sofrida que sentirei o resto da minha vida.
Que vocês sejam muito felizes aí querida, e que esta nova etapa seja o início de uma nova vida pra vocês três. Jamais me esquecerei de vocês.
Beijos Beijos Beijos

1 de agosto de 2014

Vai pra cabine!

Ela tinha pavor de avião (hoje sente só medo), mas pavor mesmo. Sentava, afivelava o cinto, não olhava pros lados, não bebia, não comia . E isso, numa época em que a comida do avião era quentinha, saborosa e servida em prato de louça  com talheres de inox.
Num voo , a filha caçula foi convidada por uma comissária, pra conhecer a cabine dos pilotos. Voltou maravilhada com a quantidade de luzes e botões que viu. Logo depois, o piloto veio conhecer os pais daquela menina linda e tão faladeira. Por ter prestado mais atenção nas luzes da cabine do que nas pessoas que lá estavam, a pequena  pergunta pra mãe: - Mamãe, quem é esse moço?
E ela, chocada por ver aquele homem em pé ao seu lado, responde com os olhos fixos nele e com a voz um tanto alterada: Esse homem é o irresponsável que deveria estar lá na frente pilotando esse avião em vez de ficar aqui de papo furado com seu pai.
Ela acabou de falar e quis morrer de vergonha. Seu marido ficou com “cara de nada” e o piloto sorriu e disse que sabia ser essa uma atitude típica das pessoas que têm medo de avião.
A partir desse dia ela passou a se policiar mais quando voa. Sua grande conquista foi conhecer o banheiro de um avião em pleno voo.


7 de julho de 2014

Sem promessas

Faz alguns anos que não faço promessas que têm a mínima chance de não serem cumpridas.
Então não prometo, mas farei o possível pra manter este blog pelo menos mensalmente ativo.
Prometo. Opssss

20 de outubro de 2013

O som da chuva

Este  texto foi escrito em março de 2009.
Sempre morei em cidades grandes, e mesmo que fosse em bairros tranquilos, havia toda sorte de sons diários e característicos: buzinas, carros passando na rua, uma sirene lá longe, um avião no céu. Vez ou outra um passarinho.
Aqui, em Bela Vista de Goiás, tudo é muito diferente, ou melhor, os sons são diferentes. Todas as manhãs acordo com uma sinfonia de papagaios avisando que "tá na hora de acordar". Quando algum morador passa pro andar de cima, o carro de som circula com uma música fúnebre avisando o passamento e informando local e hora do velório e sepultamento.
Chego ao sítio pouco depois das 7 da manhã todos os dias, e pelo caminho vou cruzando com muuuitos cachorros de rua. Cachorros de interior pois nem se preocupam em correr atrás do carro. Aliás, tem um cachorrinho que já deve ter morado em cidade grande, pois insiste em sair correndo de sua casa e me assustar com seu latido. INSISTIA. Depois que descobri onde ele mora, passei a frear rápido quando chego em frente à sua casa, frustrando o danadinho. É, eu também tenho um lado sacana. No sítio, alguns sons são constantes como o mugido das vacas das fazendas vizinhas, ou o som agradável de um pássaro chamado por aqui de Curicaca.
Mas nenhum som é mais fantástico do que o som da chuva chegando. Nas cidades grandes o céu escurece e a chuva cai. Em Bela Vista isso também acontece. Mas no sítio, a apenas 5 km do centro da cidade, pode-se ouvir a chuva chegar. Vou explicar: eu estava fazendo as amarrações no maracujal (assunto pra outro post) quando percebi que o tempo estava mudando. O rapaz que trabalha pra mim disse: "- A chuva vai chegar logo, olha o barulho." Agucei meus ouvidos, me concentrei, e consegui ouvir a chuva chegando. Sem raios, sem trovões. O barulho da chuva caindo na terra das fazendas, nas árvores. Chegando. A cada metro que aquela cortina cinza se aproximava, aquele som aumentava. Como se alguém estivesse aumentando o volume bem devagarinho. Como naqueles filmes que têm uma cena onde um som começa baixinho e vai aumentando à medida que algo se aproxima, e termina retumbante. Quando a chuva chegou, abrigados no galpão, eu quase não podia ouvir o que o rapaz falava.
E me emocionei. Jamais imaginei que um dia pudesse ouvir um som tão diferente. E tão bonito.
A cada dia que passo aqui, aprendo algo sobre a terra, as formigas, os cupins, como saber se vai chover olhando a lua. Nada até agora foi mais bonito do que aprender a ouvir o som da chuva que ainda não chegou. E estou aprendendo ainda mais a respeitar a natureza.

11/03/09

23 de dezembro de 2012

Vizinhas queridas

Nesta época do ano , mais que em outras , lembro muito das minhas vizinhas queridas que se tornaram amigas verdadeiras, mesmo que atualmente estejamos distantes.
Quando jovenzinha, fiz amizade com uma família incrível, os Dall'Acqua, que me adotaram emocionalmente.
Infelizmente, a vida tratou de afastar-nos.

Depois que me casei e mudei-me pra Brasília, conheci Cássia e Maria Célia, com quem tenho contato até hoje. E já se vão 31 anos.

Em Curitiba conheci Sonia Smolarek, que cuidou das minha duas maiores quando a caçula resolveu nascer, e cuidou das três quando precisei ser internada de emergência. Gratidão pura.
Tive a grata surpresa de reencontrar este ano, pelo face, Sonia e os Dall'Acqua, através da Selene.

Na Venezuela tive o prazer de ter duas maravilhosas vizinhas: Elsa Botaro, brasileira, e Ingrid Chaves, venezuelana. Fabulosas as duas. Elsa vive em Brasília e tenho como entrar em contato com ela. Ingrid vive hoje nos Estados Unidos.

Aqui no Panamá, fiz amizade com uma vizinha venezuelana tão jovem, que poderia ser minha filha: Luchi. Mulher ativa e despachada, com ela não tem "mais ou menos". Me dá muito colo quando a saudade das filhas aperta demais.

E com o passar dos anos, vamos vendo nossos filhos nos presentearem com netos. E vamos nos alegrando com a felicidade umas das outras.

Tenho um profundo sentimento de gratidão por todas elas, que em momentos distintos de minha vida, me ajudaram com seu apoio e sua amizade.

Obrigada a todas. Feliz Natal.
Beijo

25 de novembro de 2012

Campeões?? Cadê?

Eu sempre fui uma adicta das corridas de Fórmula 1, mas aquele GP em que o Rubinho precisou dar passagem pro Schumacher, e deixou pra fazer isso na última curva só pra mostrar quem era o bom, foi o último que assisti com prazer. Por aqui, assisti ao GP do Brasil com narração em castelhano, já que a Globo Internacional não tinha permissão pra transmitir as corridas, por regras contratuais. Menos mal, assim não precisei ouvir a voz do Bobão Bueno. O comentarista disse que as lágrimas que o Massa deixou rolar no pódio, eram de emoção por ter contribuído todo o ano com o seboso(mas não menos gato) Alonso. DUVI D O DÓ!!! Tenho certeza que eram lágrimas de frustração por ter tido que ceder o 2º lugar pro espanholzinho metido, e ter tido que engolir um montão de sapos o ano todo como 2º piloto da equipe. E nem adianta dizer que o Massa não tinha mesmo chance e por isso ajudou. Alguém consegue imaginar Emerson Fittipaldi ou Jack Stewart, Nelson Piquet ou Allan Prost, ou o insubstituível Airton Senna ganhando à base de ajudinha de companheiros de equipe? Talvez tenha acontecido uma ou outra vez, com um ou outro, mas não sistematicamente. Como não sigo mais o circo da Fórmula 1 com interesse e contância, não sei dizer se o Vettel precisou de cooperação pra ser campeão este ano. Tomara Luiz Razia ingresse na Fórmula 1 e nos surpreenda como há muito não acontece. Tomara.

17 de outubro de 2012

Dodói

...e no domingo, final de tarde, eu comecei a sentir uma dorzinha estranha no "pé da barriga", mas não fiz caso. Na segunda, já não podia utilizar o sufixo "zinha" porque a dor estava bem mais forte. E fui aguentando firme, mas o esposo, lindo demais da conta, começou a perceber que eu não estava muito bem. Jantamos e fomos dormir. E cadê que eu conseguia dormir? Pensei em cistite , diverticulite ... conheço bem essa dor porque por duas vezes precisei ser internada por causa dessas alcinhas no intestino. Pensei em outras coisinhas mais, como por exemplo, que preciso deixar em algum canto, todas as minhas senhas marcadas, porque... vai que, né... Ok, sou extremamente trágica e comecei a pensar: E se ocorre um erro médico e eu tô aqui no Panamá? Passei a noite tentando uma conexão na pousada onde estávamos, pra buscar auxílio do plano de saúde em alguma cidade mais próxima. Eu já estava achando que não conseguiria viajar os quase 400 kms de volta à cidade grande. E tinha outro agravante: na terça era aniversário do maridoco e seria muita sacanagem sair correndo por causa de uma dorzona. Logo cedinho ele perguntou: -Como cê tá? -Não tô muito bem não. Então temos que ir embora. Mas nem um beijinho de feliz aniversário ele tinha recebido ainda! -Vamos, pelo menos, procurar uma clínica em Pedasí, a cidade grande mais próxima (quatro mil habitantes). E lá fomos nós. Centro de saúde. Pessoas super gentis. $2.00 a consulta (R$ 4,00) e mais $1.00 pelos medicamentos colocados no soro que tomei por hora e meia. Melhorei rapidinho. Agora é chegar na cidade grande e correr atrás de um médico pra descobrir o que passou.

7 de outubro de 2012

Dúvida cruel

Abandonei quase que completamente este blog. Tenho muita coisa pra escrever, mas não tenho conseguido concatenar as ideias. Rosanita me deu a ideia, muito boa, que é falar sobre as similitudes e discrepâncias sobre este país e o Brasil. Mas todas as vezes que começo um texto, ele me parece tão infantil, tão tolo e ridículo, que eu desisto. O maridoco me sugeriu outro blog, mas não sei se dou conta. Vou pensar nisso.

26 de agosto de 2012

Príncipe? ou príncipe?

Qual garota, com 12, 13 ou 15 anos não sonha com um príncipe encantado? Eu sonhava. Com 12, 13 anos descobri Tony Ramos e sabia que esse era o meu estilo de príncipe encantado: moreno, olhos negros, cabeludo, muita barba, sempre bem feita, e uma sensibilidade à flor da pele. Assistia pouquíssimo às novelas da TV Tupi, mas quando eu o via... Um dia, estava na esquina da Pamplona com José Maria Lisboa fazendo pedágio pra faculdade e quem para no semáforo??? UI !!! Quase morri!! Pedi uma ajudinha (embora preferisse pedir um beijo) e ele me deu! A ajudinha, não o beijo. Esposa e filho já faziam parte de sua vida. Em fevereiro de 75, com dezenove anos, conheci um carinha numa viagem ao Rio, e quando cheguei em casa, disse à minha mãe: - Conheci meu príncipe, o homem da minha vida!!! Precisei de dois meses pra fazer o dito-cujo ir até minha casa. E mais dois, pra começar a namorar com ele. E sabem com quem ele era parecido? Loiro, olhos verdes, quase imberbe...dá pra acreditar? E eu, fissurada nesse cara, que era o oposto do que eu imaginava pra príncipe! E em 77 lacei o homem! E lá se vão quase trinta e cinco anos de casamento,com muitas alegrias, mudanças, crises (quem não as tem?), três filhas maravilhosas,e uma vida, agora, muito tranquila. Tô aqui, olhando pro meu loirão de olhos verdes, feliz da vida! Tony Ramos? Continuo adorando o cara. Antonio Banderas então!!! Aff...

16 de junho de 2012

Aliança

Dizem que a aliança de casamento surgiu por volta de 2800 a.C., quando os egípcios usavam um anel para simbolizar o casamento. Para eles, um círculo, não tendo começo nem fim, simbolizava a eternidade para a qual o casamento era destinado. O uso da aliança tem um objetivo específico, a meu ver: informar o compromisso e a indisponibilidade da pessoa que o utiliza. Mas sua utilização não significa, infelizmente, o respeito a essas duas informações. Existem alianças mais fortes, mas que são invisíveis aos olhos. Há muito o objeto ALIANÇA deixou de fazer parte da minha vida, mas o compromisso e a indisponibilidade continuam presentes no coração e na alma.

17 de maio de 2012

...


Uma planta.
Uma criança.
Um amor.
De uma forma bem simplista
uma planta necessita de adubo. E cresce.
Uma criança precisa de alimento. E cresce.
Um amor precisa de atenção, cumplicidade, liberdade, cuidado, paciência, respeito, abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim... e mesmo assim, muitas vezes ele não cresce. E morre.
Por isso tantos desistem dele.
Uma árvore.
Um adulto.
Um vazio.

20/06/08

9 de abril de 2012

Nós e Bial

Te contar que  noite dessas Roberto e eu fomos a uma reunião na casa do Bial e ele estava com os cabelos menos brancos do que aparece na TV. Super criativo, preparou uma série de jogos e brincadeiras pros convidados. Interessante que quando cheguei, notei algumas "bixigas" vazias largadas pelo chão. Ainda bem que não peguei, pois quem fez isso teve que pagar um mico na frente dos convidados. Nem sabia que tínhamos tantos amigos em comum. 
Bem no finalzinho da festa, quando estávamos indo embora. ... acordei. Beijo Rosanita.

20 de março de 2012

Aproveitando a pechincha

Aqui no Panamá existem algumas lojas de departamento que vendem de tudo. São uma loucura!
Procurando com paciência e sem pressa, pode-se encontrar coisas bem interessantes.
Encontro algumas peças tão baratas, que me custa crer que seja verdade.
Fiz um post aqui pra mostrar como usei as pedrinhas que comprei, por causa do preço.
Agora vou falar das velas que encontrei e o que fiz com elas.
Paguei R$ 0,14 cada bola, R$ 0,22 as quadradas e R$ 0,28 as cilíndricas. Muito barato, heim!



Trouxe também esse enfeite enrolado pra poder usar na maquiagem das velas.
Fui a uma ferretería e comprei corda bem fininha e mandei brasa na arrumação.
Aproveitei também as miçangas de madeira que vieram com as velas (saudades de todas as minhas coisas de artesanato. Agora em maio, vou trazer tudo!!)




Não precisei fazer nada muito elaborado. As peças enroladas, que são de um material resistente e parecem cascas de árvores, deixei na água por dois dias pra ficarem mais maleáveis e usei ainda úmidas. Depois que secam, voltam as estado anterior. Assim, será possível utilizar num outro projeto.



Dependendo da ocasião, posso fazer um arranjo usando as conchinhas ou as pedras que peguei na praia com a ajuda do maridoco, ou qualquer outra coisa.





E aí...acabei usando tudo de novo alguns dias depois.

Comprei umas flores bonitas e, quando cheguei em casa, percebi que o vaso que tenho era grande pra elas.
Então, peguei umas garrafas que estavam guardadas pra serem usadas um dia (pagando a boca por tanto praguejar de quem guarda coisas sem saber se vai usar), um tanto da corda fininha, umas miçangas de madeira e...

5 de março de 2012

De onde é?

Aqui no Panamá, assim como em outros países das Américas Central e Sul, a maior parte das coisas consumidas é importada.
Quando morei na Venezuela me surpreendi com isso, já que naquela época, no Brasil (década de 90), os produtos importados eram caros e só encontrados em lojas especializadas.
Em todas as compras em supermercados, busco sempre saber a porcentagem de carboidratos, sódio e gordura dos produtos. Descarto os que têm gordura trans e, de um mesmo produto, escolho sempre o que tem menos carboidratos e sódio.
Também procuro saber sua procedência. E a coisa se repete. A maioria dos produtos é importada e de todos os continentes.
Não quero dizer que não haja também alguns desses produtos feitos aqui, mas nem sempre a variedade é igual. Os iogurtes panamenhos são muito saborosos, queijo branco idem. As cervejas são saborosas também.
Não encontrei xampu ou condicionador, pasta de dentes ou cereal produzidos aqui.
E os preços são excelentes! Todas as pessoas, de todas as classes sociais, consomem esses produtos.
A moeda oficial do Panamá é o dólar americano. Existe uma moeda local chamada balboa, mas só existe em metal de B$ 1,00, B$0,50, B$ 0,25, B$ 0,10 e B$ 0,05. Não existe balboa em dinheiro de papel.

Vamos saber a procedência de alguns produtos e ver quão eclético pode ser nosso dia-a-dia:



Higiene pessoal:
escova de dentes - Guatemala
pasta de dentes - Estados Unidos
sabonete - Panamá
desodorante - Chile
gel de limpeza - Chile
tônico - Alemanha
xampu e condicionador - Chile e Canadá (esqueci de colocar na foto)




Café da manhã*:
pães - Panamá
leite e açúcar - Panamá
café - Colômbia ou Panamá
cereal - Estados Unidos
manteiga - Dinamarca
iogurte - Panamá e Estados Unidos
queijo - procedências variadas
frios - Espanha e Estados Unidos
* o café da manhã deles é muito sinistro: eles comem feijão, carne, banana frita...e por aí vai




Almoço e jantar:
arroz - Brasil (nem procurei outro quando vi o CAMIL por aqui)
feijão - Colômbia e Peru (eles comem muito feijão enlatado, já pronto com molhos variados)
carnes e aves - Panamá, se frescas. Há carne importada congelada, mas ainda não usei.
peixe - Panamá, muito frescos, muito bons. Há um mercado aqui chamado Mercado de Mariscos, onde se compra de tudo que venha do mar e ainda se pode almoçar lá.
frutas - não sei a procedência
verduras - Panamá e Estados Unidos. Existe produção local, mas muito fraca. Realmente as melhores são provenientes dos Estados Unidos.
legumes - países variados
molhos - Itália MARAVILHOSOS!!!




Sorvetes - Estados Unidos




Salgadinhos (e todas as tranqueiras que engordam) - Estados Unidos

Roupas em geral, cama, mesa e banho: China, China e China (preços excelentes)
Sapatos e tênis são muito baratos.

Vou fazer um post com as coisinhas compradas aqui, pra mostrar a diferença de preços.

11 de fevereiro de 2012

Os Barulhos


Sinto falta dos barulhos que minhas filhas faziam.
A música que tocava alto no quarto da Mimi enquanto ela fazia os trabalhos da UNB, e depois, enquanto preparava as aulas ou corrigia provas. Como dava conta de se concentrar com aquele rock tocando?
Sinto falta também do seu silêncio matinal, já que ela jamais gostou de conversar logo cedinho antes de sair pra trabalhar.
Sinto falta da risada solitária da Vê enquanto assistia, à noite, as séries americanas pela tv. O som baixo do aparelho, mas de repente... uma risada deliciosa que me fazia sorrir ao ouvi-la.
Sinto falta também do silêncio do seu quarto, quando eu passava algum tempo ali, depois que ela criou asas e voou.
Sinto falta da tagarelice da Rai, que acordava falando e falava até dormindo. O exagero dos pormenores de todas as coisas que contava. O "fazer questão" de minha presença no café da manhã só pra me colocar a par de tudo o que havia acontecido na noite anterior.
Não sei o que é sentir falta do silêncio da Rai porque nunca houve silêncio com ela.
Sinto falta de ouvir o barulho do portão eletrônico nas madrugadas, e saber que uma já estava em casa. E depois a outra. E a outra.
Sinto falta de olhar pela fresta da porta do meu quarto e ver que a luz do corredor ainda estava acesa, indicando que ainda havia alguém fora de casa.
E sinto falta também de, depois de um cochilo, constatar que essa mesma luz já estava apagada. Minhas filhas seguras. Meu sono tranquilo até o amanhecer.
Sinto falta de não fazer as comidas preferidas, de não poder ligar com mais constância, de não partilhar mais do dia-a-dia delas.
Saudades. Muitas.

8 de fevereiro de 2012

Vida nova e artesanato

Estou morando no Panamá e devo ficar aqui por, pelo menos, dois anos.
Diferente do período em que morei em Caracas, não tenho filhas pra levar e buscar na escola, ou à casa dos amigos. Moro num apartamento bem menor que o de lá, o que exige menos tempo pra manutenção. As compras semanais em supermercado são feitas nos fins de semana com o marido a tiracolo, pois temos um só carro e ele o utiliza pra trabalhar.
Sendo assim, tenho bastante tempo pra mim. Faço caminhada duas vezes por semana num parque muito bonito que tem quase em frente ao prédio onde moro e exercícios de bola suiça em casa.
Quando vim pra cá, em janeiro, vim abarrotada de coisas nas malas, e não podia trazer volume extra por estarmos em período de férias. Sendo assim, meus apetrechos de artesanato ficaram pra trás, esperando a viagem relâmpago que farei em maio pro Brasil. Trouxe só o aparelhinho de cola quente, com muuuitos bastões.
Mas eu estava sentindo necessidade de ocupar meu tempo, e passeando pelas muitas lojas de INutilidades domésticas que existem por aqui, comecei a perceber os preços baixos de muitas coisas, se comparados com o Brasil.
Encontrei esses saquinhos com pedras de vidro a R$ 0,57 (fiz o câmbio a R$ 1,72 o dolar). Não sabia ainda o que fazer com elas mas comprei oito.






Dias depois, fuçando o álbum IDEIAS REUTILIZÁVEIS de Creston Filho*(através do face da Ana Amélia) vi um apoio pra travessas quentes que chamou minha atenção.
Eram pedras coladas sobre uma base de feltro, e que tinha um visual muito bonito.
Pronto! Havia encontrado o que fazer com minhas pedrinhas.
Busquei uma base que não fosse tão mole quanto o feltro e resolvi utilizar um papelão muito bem acabado que veio numa embalagem "très chic" de um whisky que compramos (a base que eu usei foi outra, sem as dobras, mas já tinha colado as pedrinhas quando lembrei da foto).






Antes de iniciar a colagem, posicionei as pedrinhas na base pra ter uma noção do efeito visual e organizá-las de tal forma que elas pudessem cobrir quase toda a base.
Usei cola quente e fiz com que toda a base, de cada pedra, recebesse cola. Na parte de baixo, colei oito pedrinhas como pezinhos.


Como usei seis dos oito saquinhos de pedras e já tinha o papelão e a cola quente, minhas peças saíram por menos de R$ 5,00. AS TRÊS! Eis aqui o resultado final do meu trabalho: apoios de travessas feitos com pedrinhas de vidro, papelão e cola quente.






Mas a base ainda ficou frágil. Então descolei tudo e recomecei.
Encontrei numa loja de artigos de festa uma folha de isopor bem fina, com papel dos dois lados.
Decidi que essa base seria melhor. Refiz todo o processo e aproveitei pra fazer uma delas em tamanho maior. Pronto! Trabalho finalizado!