28 de junho de 2011

Acorda!

Por que eu não entendo que um dia a vida vai cansar de me dar oportunidades?

11 de junho de 2011

O que fazer?

Meus fins de semana dos últimos 14 meses eram passados, boa parte do tempo, na cozinha.
Fazia comidinhas, e saladas e sopas pro meu meeiro levar pra Brasília, já que ele trabalhava lá, e só marcava presença por aqui nos fins de semana.
Isso não me incomodava, até porque aos domingos a cozinha era pilotada a quatro mãos.
Foi muito estranho não ter pra quem cozinhar neste fim de semana e saber que assim será pelos próximos 12 meses.
Acho que vou emagrecer.

9 de junho de 2011

Mais uma etapa

Minha vida, nesses trinta e quase quatro anos de casório, foi marcada por etapas.
Chegada das filhas, muitas mudanças de cidades, estados e país, altos e baixos na vida conjugal (qual casamento não passa por isso?).
Quando voltamos de um período de quatro anos na Venezuela, pensei que tivéssemos nos aposentado das mudanças. Dez anos se passaram.
E veio, há três anos, a decisão de deixarmos Brasília e nos entocarmos em Bela Vista de Goiás. Tudo vendido em Bsb, tudo comprado em Bela Vista.
Vidinha mansa de interior.
E agora, a cara-metade vai passar um ano no Panamá a trabalho.
Passo a ser uma pessoa inteira/dividida, com mãe e irmãs em São Paulo, filhas em Brasília, marido em outro país. Mas tô tranquila, já que gosto demais da minha companhia e tenho amigos muito queridos por aqui.
Mais uma etapa, e algo me diz que esta será uma prova de fogo.
Vamos a ela!!!

21 de abril de 2011

Você não gosta???

Uma vez convidei um casal muito amigo pra jantar lá em casa. Já os conhecia de longa data e tinha um contato bem próximo com eles. Íamos a churrascos juntos, sempre estávamos almoçando na casa dos pais dela, ou dele. Resolvi fazer uma torta de palmito pra acompanhar uma macarronada. Eu tinha poucos meses de casada e ainda não era familiarizada com a cozinha. Mas como eles eram muuuuito amigos, não me preocupei com isso.
Depois de alguns petiscos e tiragostos, servi o jantar. Qual não foi minha surpresa quando ele me disse:
-Putz! Eu não gosto de palmito! Desculpe mas não vou comer a torta, tudo bem?
Eu fiquei super sem graça, mas achei que nossa amizade estava acima disso. Durante o jantar a conversa também versou sobre pratos e comidas de que gostávamos ou não.
A noite foi bastante agradável e todos adoraram meu pudim de leite, que servi de sobremesa.
Passados alguns meses convidei esse mesmo casal pra outro jantar, e como eu já estava QUASE dominando as panelas, resolvi fazer um estrogonofe de frango (há mais de trinta anos esse prato era chic) acompanhado de arroz e batata palha feitos por mim.
Depois de outros petiscos e outros tiragostos servi o jantar.
Adivinhem...
-Putz! Não acredito, eu não gosto de frango!
-Mas da outra vez, quando falamos do que gostávamos ou não, você não disse que não gostava de frango!
-Acho que esqueci de falar.
-Então coma o arroz e as batatas. Pronto.
Pra jantar...nunca mais.

21 de março de 2011

Um mes

Últimos dias de um mes inteiro em Sampa. O motivo que me fez vir pra cá não foi lá dos melhores: minha mãe começou a ter crises frequentes decorrentes da disfunção do nervo trigêmeo, que a acompanhava há quatro anos.
Essa disfunção provoca choques terríveis num dos lados da face (ou nos dois). Minha mãe tinha só de um lado, mas já não conseguia falar direito, ou mastigar, pois o movimento do maxilar desencadeava os choques. Lavar o rosto ou pentear os cabelos transformaram-se num sacrifício. Os remédios prescritos, além de fortíssimos, já não surtiam efeito.
Minha chegada promoveu um pouco de descanso para minhas duas irmãs que estavam exaustas com o sofrimento de nossa mãezinha.
No domingo de carnaval a crise foi tão forte que precisamos interná-la. Quatro dias depois ela se submeteu a um procedimento cirúrgico utilizando rádio-frequência.
Agora, renovada e sem dor nenhuma, já a temos novamente lépida e faceira, bem-humorada e ativa, apesar de seus 86 anos de idade.
Pra mim foi maravilhoso, pois apesar de toda a preocupação, passei um mes inteiro com minhas irmãs, coisa que não acontecia há muitos anos. Conversamos muito, rimos muito e nos divertimos pra caramba, já que todas temos o humor nas alturas.
Agora é voltar pra Bela Vista e recomeçar.