9 de abril de 2012

Nós e Bial

Te contar que  noite dessas Roberto e eu fomos a uma reunião na casa do Bial e ele estava com os cabelos menos brancos do que aparece na TV. Super criativo, preparou uma série de jogos e brincadeiras pros convidados. Interessante que quando cheguei, notei algumas "bixigas" vazias largadas pelo chão. Ainda bem que não peguei, pois quem fez isso teve que pagar um mico na frente dos convidados. Nem sabia que tínhamos tantos amigos em comum. 
Bem no finalzinho da festa, quando estávamos indo embora. ... acordei. Beijo Rosanita.

20 de março de 2012

Aproveitando a pechincha

Aqui no Panamá existem algumas lojas de departamento que vendem de tudo. São uma loucura!
Procurando com paciência e sem pressa, pode-se encontrar coisas bem interessantes.
Encontro algumas peças tão baratas, que me custa crer que seja verdade.
Fiz um post aqui pra mostrar como usei as pedrinhas que comprei, por causa do preço.
Agora vou falar das velas que encontrei e o que fiz com elas.
Paguei R$ 0,14 cada bola, R$ 0,22 as quadradas e R$ 0,28 as cilíndricas. Muito barato, heim!



Trouxe também esse enfeite enrolado pra poder usar na maquiagem das velas.
Fui a uma ferretería e comprei corda bem fininha e mandei brasa na arrumação.
Aproveitei também as miçangas de madeira que vieram com as velas (saudades de todas as minhas coisas de artesanato. Agora em maio, vou trazer tudo!!)




Não precisei fazer nada muito elaborado. As peças enroladas, que são de um material resistente e parecem cascas de árvores, deixei na água por dois dias pra ficarem mais maleáveis e usei ainda úmidas. Depois que secam, voltam as estado anterior. Assim, será possível utilizar num outro projeto.



Dependendo da ocasião, posso fazer um arranjo usando as conchinhas ou as pedras que peguei na praia com a ajuda do maridoco, ou qualquer outra coisa.





E aí...acabei usando tudo de novo alguns dias depois.

Comprei umas flores bonitas e, quando cheguei em casa, percebi que o vaso que tenho era grande pra elas.
Então, peguei umas garrafas que estavam guardadas pra serem usadas um dia (pagando a boca por tanto praguejar de quem guarda coisas sem saber se vai usar), um tanto da corda fininha, umas miçangas de madeira e...

5 de março de 2012

De onde é?

Aqui no Panamá, assim como em outros países das Américas Central e Sul, a maior parte das coisas consumidas é importada.
Quando morei na Venezuela me surpreendi com isso, já que naquela época, no Brasil (década de 90), os produtos importados eram caros e só encontrados em lojas especializadas.
Em todas as compras em supermercados, busco sempre saber a porcentagem de carboidratos, sódio e gordura dos produtos. Descarto os que têm gordura trans e, de um mesmo produto, escolho sempre o que tem menos carboidratos e sódio.
Também procuro saber sua procedência. E a coisa se repete. A maioria dos produtos é importada e de todos os continentes.
Não quero dizer que não haja também alguns desses produtos feitos aqui, mas nem sempre a variedade é igual. Os iogurtes panamenhos são muito saborosos, queijo branco idem. As cervejas são saborosas também.
Não encontrei xampu ou condicionador, pasta de dentes ou cereal produzidos aqui.
E os preços são excelentes! Todas as pessoas, de todas as classes sociais, consomem esses produtos.
A moeda oficial do Panamá é o dólar americano. Existe uma moeda local chamada balboa, mas só existe em metal de B$ 1,00, B$0,50, B$ 0,25, B$ 0,10 e B$ 0,05. Não existe balboa em dinheiro de papel.

Vamos saber a procedência de alguns produtos e ver quão eclético pode ser nosso dia-a-dia:



Higiene pessoal:
escova de dentes - Guatemala
pasta de dentes - Estados Unidos
sabonete - Panamá
desodorante - Chile
gel de limpeza - Chile
tônico - Alemanha
xampu e condicionador - Chile e Canadá (esqueci de colocar na foto)




Café da manhã*:
pães - Panamá
leite e açúcar - Panamá
café - Colômbia ou Panamá
cereal - Estados Unidos
manteiga - Dinamarca
iogurte - Panamá e Estados Unidos
queijo - procedências variadas
frios - Espanha e Estados Unidos
* o café da manhã deles é muito sinistro: eles comem feijão, carne, banana frita...e por aí vai




Almoço e jantar:
arroz - Brasil (nem procurei outro quando vi o CAMIL por aqui)
feijão - Colômbia e Peru (eles comem muito feijão enlatado, já pronto com molhos variados)
carnes e aves - Panamá, se frescas. Há carne importada congelada, mas ainda não usei.
peixe - Panamá, muito frescos, muito bons. Há um mercado aqui chamado Mercado de Mariscos, onde se compra de tudo que venha do mar e ainda se pode almoçar lá.
frutas - não sei a procedência
verduras - Panamá e Estados Unidos. Existe produção local, mas muito fraca. Realmente as melhores são provenientes dos Estados Unidos.
legumes - países variados
molhos - Itália MARAVILHOSOS!!!




Sorvetes - Estados Unidos




Salgadinhos (e todas as tranqueiras que engordam) - Estados Unidos

Roupas em geral, cama, mesa e banho: China, China e China (preços excelentes)
Sapatos e tênis são muito baratos.

Vou fazer um post com as coisinhas compradas aqui, pra mostrar a diferença de preços.

11 de fevereiro de 2012

Os Barulhos


Sinto falta dos barulhos que minhas filhas faziam.
A música que tocava alto no quarto da Mimi enquanto ela fazia os trabalhos da UNB, e depois, enquanto preparava as aulas ou corrigia provas. Como dava conta de se concentrar com aquele rock tocando?
Sinto falta também do seu silêncio matinal, já que ela jamais gostou de conversar logo cedinho antes de sair pra trabalhar.
Sinto falta da risada solitária da Vê enquanto assistia, à noite, as séries americanas pela tv. O som baixo do aparelho, mas de repente... uma risada deliciosa que me fazia sorrir ao ouvi-la.
Sinto falta também do silêncio do seu quarto, quando eu passava algum tempo ali, depois que ela criou asas e voou.
Sinto falta da tagarelice da Rai, que acordava falando e falava até dormindo. O exagero dos pormenores de todas as coisas que contava. O "fazer questão" de minha presença no café da manhã só pra me colocar a par de tudo o que havia acontecido na noite anterior.
Não sei o que é sentir falta do silêncio da Rai porque nunca houve silêncio com ela.
Sinto falta de ouvir o barulho do portão eletrônico nas madrugadas, e saber que uma já estava em casa. E depois a outra. E a outra.
Sinto falta de olhar pela fresta da porta do meu quarto e ver que a luz do corredor ainda estava acesa, indicando que ainda havia alguém fora de casa.
E sinto falta também de, depois de um cochilo, constatar que essa mesma luz já estava apagada. Minhas filhas seguras. Meu sono tranquilo até o amanhecer.
Sinto falta de não fazer as comidas preferidas, de não poder ligar com mais constância, de não partilhar mais do dia-a-dia delas.
Saudades. Muitas.

8 de fevereiro de 2012

Vida nova e artesanato

Estou morando no Panamá e devo ficar aqui por, pelo menos, dois anos.
Diferente do período em que morei em Caracas, não tenho filhas pra levar e buscar na escola, ou à casa dos amigos. Moro num apartamento bem menor que o de lá, o que exige menos tempo pra manutenção. As compras semanais em supermercado são feitas nos fins de semana com o marido a tiracolo, pois temos um só carro e ele o utiliza pra trabalhar.
Sendo assim, tenho bastante tempo pra mim. Faço caminhada duas vezes por semana num parque muito bonito que tem quase em frente ao prédio onde moro e exercícios de bola suiça em casa.
Quando vim pra cá, em janeiro, vim abarrotada de coisas nas malas, e não podia trazer volume extra por estarmos em período de férias. Sendo assim, meus apetrechos de artesanato ficaram pra trás, esperando a viagem relâmpago que farei em maio pro Brasil. Trouxe só o aparelhinho de cola quente, com muuuitos bastões.
Mas eu estava sentindo necessidade de ocupar meu tempo, e passeando pelas muitas lojas de INutilidades domésticas que existem por aqui, comecei a perceber os preços baixos de muitas coisas, se comparados com o Brasil.
Encontrei esses saquinhos com pedras de vidro a R$ 0,57 (fiz o câmbio a R$ 1,72 o dolar). Não sabia ainda o que fazer com elas mas comprei oito.






Dias depois, fuçando o álbum IDEIAS REUTILIZÁVEIS de Creston Filho*(através do face da Ana Amélia) vi um apoio pra travessas quentes que chamou minha atenção.
Eram pedras coladas sobre uma base de feltro, e que tinha um visual muito bonito.
Pronto! Havia encontrado o que fazer com minhas pedrinhas.
Busquei uma base que não fosse tão mole quanto o feltro e resolvi utilizar um papelão muito bem acabado que veio numa embalagem "très chic" de um whisky que compramos (a base que eu usei foi outra, sem as dobras, mas já tinha colado as pedrinhas quando lembrei da foto).






Antes de iniciar a colagem, posicionei as pedrinhas na base pra ter uma noção do efeito visual e organizá-las de tal forma que elas pudessem cobrir quase toda a base.
Usei cola quente e fiz com que toda a base, de cada pedra, recebesse cola. Na parte de baixo, colei oito pedrinhas como pezinhos.


Como usei seis dos oito saquinhos de pedras e já tinha o papelão e a cola quente, minhas peças saíram por menos de R$ 5,00. AS TRÊS! Eis aqui o resultado final do meu trabalho: apoios de travessas feitos com pedrinhas de vidro, papelão e cola quente.






Mas a base ainda ficou frágil. Então descolei tudo e recomecei.
Encontrei numa loja de artigos de festa uma folha de isopor bem fina, com papel dos dois lados.
Decidi que essa base seria melhor. Refiz todo o processo e aproveitei pra fazer uma delas em tamanho maior. Pronto! Trabalho finalizado!